sexta-feira, 6 de abril de 2012

Já que eu hoje estou virada para a família...

Deixei de me queixar da minha, à algum tempo. E isto não quer dizer que eu não sofro por causa de alguns membros dela, não quer dizer que eu não chore por as coisas que passaram e que ainda passam... 
Continuo a chorar, continuo a sofrer, continuo a ter dentro do meu peito uma dor grande, ainda há tanta coisa que me magoa, há tanta coisa que não mudou... mas sabem, não vale a pena queixarmos-nos a toda a hora. Eu não escolhi estar a viver o que vivi ou o que vivo, ninguém escolhe, ninguém é perfeito e nós não temos nenhum poder que faça mudar a cabeça das pessoas. 
Em vez de queixarmos-nos a toda a hora da nossa mãe e do nosso pai, por isto e por aquilo devemos começar a pensar é nas crianças que não tem nem pai, nem mãe, nem pessoas que cuidem deles. 
E tantas vezes eu punha na minha cabeça...raios não me lembro de ir alguma vez de férias com os meus pais, não me lembro de ter ido alguma vez na vida à praia com o meu pai (acho que tal nunca aconteceu), mas que raio de pai tenho eu? Porque é que todas as minhas amigas vão de férias e vão com os pais para aqui e para ali? Sim, tantas vezes pensei isto, tantas vezes chorei porque achava que ele magoava-me mais do que me fazia sorrir. Se eu nesse momento parasse e pensasse nas pessoas que nunca viram uma praia, que não sabem o que é ter uma casa e uma família, eu nunca me queixaria. 
E agora podem, podem dizer que eu devia pensar na minha felicidade e não na infelicidade dos outros... 
Se calhar é muito fácil fazê-lo para vocês, mas eu não penso assim. 
Quero a minha felicidade mas eu penso nos outros...
Eu sou feliz à minha maneira, choro quando preciso, choro sozinha a minha própria dor, liberto o que vai aqui dentro, sei bem que não é bem libertar a dor, mas liberto bocadinhos de dor para ficar forte e com energia para mais uma dura batalha.
Eu não sou perfeita e não acredito que haja alguém que o seja, acredito sim...que nós encontramos a perfeição nas pessoas que nós queremos.
Acredito que as pessoas que nos fazem sofrer, mais cedo ou mais tarde, pagarão por isso mas não somos nós que temos o poder de fazer tal coisa...  
E eu sei que são estas coisas que nos fazem crescer e sonhar com a família que um dia construiremos sem este tipo de dores...

Sabem que mais? Nós somos todos uns privilegiados e gananciosos. Muito gananciosos!  

2 comentários:

inês silva disse...

gostei (:
segui :p

Any =D disse...

Neste momento não consigo pensar assim. Acho que os problemas cá de casa nunca me afectaram tanto como estão a afectar agora. Se calhar porque antes ia para a escola e tinha-te a ti e ao Nelson e agora mal vejo um e o outro. Não sei, não sei que se passa mas por mais que tente pensar como dizes neste texto,não consigo :S